(Falta de) Articulação Ético – Política

15/10/2009 at 18:12 Deixe um comentário


Partindo do pressuposto (válido) que a política exige ética, moral e acima de tudo exige que os interesses nacionais sejam colocados acima dos interesses individuais e dos partidos, é facilmente constatável que nos dias de hoje existe uma enorme lacuna em relação à articulação ético – política.

Se por um lado é do senso comum que o exercício da profissão política é uma das mais nobres (se não a única), uma vez que exige dos seus dirigentes responsabilidades que apenas são compatíveis com grandes qualidades morais, por outro verifica-se que esta imagem, em relação aos políticos actuais, é cada vez menos visível.

Questões como o desemprego, a precariedade ou até mesmo a marginalidade são habitualmente falados e discutidos aquando de umas ou outras eleições. Mas então e resultados? Todos opinam, todos apresentam soluções, todos prometem… Mas quase nenhum cumpre. Com estes pequenos exemplos fica claramente explícito que a classe política viola frequentemente toda a ética que possa existir. Pois os deveres éticos que, não só os cidadãos devem cumprir mas principalmente os agentes políticos se devem reger, estão completamente esquecidos não fazendo parte dos discursos nem mesmo da postura que estes assumem perante a sociedade.

Com a atitude que os actuais políticos vêm a adoptar ao longo do tempo, verifica-se um aumento de descredibilização e desinteresse da sociedade perante os máximos do poder que se tem apurado, por exemplo, pela abstenção nas eleições. A população sente-se atraiçoada pelas promessas não cumpridas: promessas essas apregoadas aos “quatro ventos” e que já não convencem (quase) ninguém.

E por exemplo as questões relacionadas com o ambiente? Em que posição é que estas aparecem nos discursos políticos? Pois é! Quando o que toca ao coração dos portugueses numa altura de crise é o dinheiro e o emprego, há que esquecer o que “não interessa” para angariar votos úteis. É exactamente esta falsidade política que me preocupa e é aqui que eu considero a falta de articulação ético – política mais grave e deveras preocupante. Numa altura em que problemas ambientais estão a invadir a sociedade não só a nível local mas global, grandes dirigentes políticos deixam de lado este tema dos grandes debates ou, quando o debatem, fazem-no porque a sociedade está preocupada nesse exacto momento com essas questões.

A classe política “esqueceu-se” da sua verdadeira missão: além de tentar conquistar o poder, as suas acções devem ser dirigidas para o bem comum, o bem da sociedade, que não é fácil definir mas que tem sempre que se procurar. Ao invés disso, respira-se uma busca incessante pelos interesses pessoais e partidários de cada dirigente.

É urgente encontrar uma alternativa para não se tornar uma sociedade democrática num conjunto de cidadãos apartidários.

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